"O que acontece com as democracias é que elas não funcionam a menos que todos concordemos com um conjunto básico de fatos. Não é possível debater nada — saúde pública, imigração, porte de armas — a menos que concordemos sobre o que é ou não verdade. A desinformação embola esse meio de campo, ela nos confunde, então acabamos debatendo o que é ou não verdade, ao invés de tentar descobrir soluções."
Sendo do New York Times, uma publicação americana, não é de espantar que o título desse mini-documentário seja "Como a Rússia Aperfeiçoou a Arte da Guerra", não seria estranho nem se eles tivessem colocado um ponto exclamação no final. Por sorte, não fazendo parte da mídia marrom que temos aqui no Brasil, eles admitem que os próprios americanos também usam essas táticas, e logo depois listam a grande quantidade de países que usam desinformação e fake news. A lista não é exaustiva, é difícil encontrar uma agência de inteligência que não tenha interesse em guerra de desinformação.
Outro documentário relevante sobre a guerra de desinformação é o Unspeak, sobre o qual comentei um tempo atrás aqui.
Oll Klear (já tinha ouvido que a palavra OK tinha algo a ver com "all clear", mas não imaginava que tinha nascido de uma zoeira que consistia em propositalmente abreviar as palavras com algumas letras trocadas).
Adorei esse curta metragem, onde o autor tenta desvendar e entender seu falecido pai por meio dos objetos que ele acumulou durante a vida. Infelizmente não tem legenda ainda (tem as que geradas pelo Google, que estão cada vez mais corretas, mesmo errando um pouco aqui e ali).
Em outro assunto, não faço muito ideia do que postar aqui. Aceito ideias (embora tenha quase certeza que não virão daqui porque quantidade de acessos é baixa e a de comentários nula).
Então, devido a motivos de foda-se, falta de ânimo e não fazer a mínima ideia do que devo/quero escrever aqui, fiquei mais dois meses sem postar nada. Mas, devido a motivos de culpa e "carai fazem dois meses que você não posta nada lá no tal blog que insiste em manter sabe-se lá porquê" venho aqui lhes jogar uma meia dúzia de frases e uns links.
Um dias desses, entediado e pulando de canal em canal, me deparei com esse curta na TV Brasil. Que surpresa. O curta começa com a história de um garoto de uma comunidade pobre que, com problemas de aprendizagem, recebe uma bronca da professora e o conselho de que para aprender a ler ele deveria "ler tudo que encontrasse pela frente", o resto da está no curta, que alguma boa alma colocou no youtube.
É isso ae, tem mais umas cinco ideias de coisas random pra posta nos rascunhos, esses dias apaguei um monte também. Espero que esse monte de coisa dispersa sirva para alguém algum dia. Assiste o curta ae.
Red Bull te dá asas ótimos documentários sobre videogames.
Suponho que eles façam esses docs como forma de se associar ao mercado de jogos eletrônicos, como patrocinadores e promotores de competições de eSports... independente disso, esses documentários são ótimos, principalmente se você cresceu jogando em algum console da Nintendo, Sega ou da Sony.
Em Diggin' in the Carts eles vão ao Japão para encontrar os artistas responsáveis pelos efeitos sonoros e melodias por trás de grandes clássicos de videogame, e vão seguindo a evolução da música de jogos eletrônicos da era 8bits até os dias de hoje, e entrevistando músicos de fora da industria de jogos mostram o quanto esse gênero de música digital influenciou diversas cenas musicais.
O doc Paralelos explora a questão da pirataria de jogos eletrônicos no Brasil, e como os jogos e console "paralelos" foram a solução nacional para driblar as altas taxas de importação e o protecionismo típico do mercado nacional. O documentário foca também nessa relação de amor e ódio entre a indústria de games e a pirataria. Mostrando como a indústria de jogos perde milhões todo ano por causa do "mercado paralelo", mas ao mesmo tempo falando de como nem existiria um mercado de games no Brasil se a pirataria não tivesse permitido que toda uma geração tivesse acesso a jogos eletrônicos.
Nem vou me dar ao trabalho de elaborar muito não porque, né, ain't nobody got time for that. Mas, devido a um post de Facebook sobre um molequinho que já faturou 11 milhões de doletas fazendo unboxing de brinquedos, lembrei desses dois documentários nacionais sobre como a propaganda nos afeta, e como os hábitos ruins criados na infância podem deixar marcas para o resto da vida. Os documentários e mais umas coisinhas do salto.
a tarefa da arte é essa
transformar continuamente o que nos ocorre
em símbolos, em música
algo que pode perdurar na memória
Nota (vou escrever em inglês por motivo de foda-se):
It has been a lot of time since I last posted here. The main purpose of this place is having a space to write, to create some kind of ritual, where I force myself to come here, think about something to say, put it down into the written form, check it a couple times for typos and etc, then push the publish button, feel a tiny bit accomplished, and go on do my other daily shores and what not.
I think about this space often, I have a list of things I'd like to discuss, but it is always easier just to see other people do the work, research, write, produce content than to do it yourself.
Besides writing, the purpose of having a place like this is lost on me, more and more the longer I take to come here and publish something. And I don't want this to be place where I come to complain about life and etc. I'd like these posts to be about something, not about the drudgery, boredom and frustration of daily life. And, increasingly, I either avoid coming here to write and post something, or use as a way to avoid doing something else that I should be doing. Either way, I don't think I'm particularly well built for this kind of endeavor. Should I make this a more personal blog where I ramble about shit and regret later when someone holds these words against me? Should I just drop this silly idea the same way I've dropped dozens before? Should I expect you, invisible, anonymous, amorphous and always silent (possibly inexistent) reader to give me some light on I should do with this place?
For that last question the answer is certainly not.
Anyways, everything is meaningless(ness).
See you God* knows when.