segunda-feira, 3 de junho de 2019

Curso de Javascript Gratuito


O  Curso em V√≠deo, em uma parceria com o Google, disponibilizou um curso completo e gratuito de Javascript. Apesar de ser voltado para iniciantes, o curso segue as √ļltimas adi√ß√Ķes ao padr√£o ECMAScript (que √© o que define como o Javascript funciona). O que o torna interessante mesmo pra quem j√° escreve JS h√° tempo — principalmente pra quem n√£o parou ainda pra se atualizar sobre o ES6.

O Gustavo Guanabara (criador do Curso em V√≠deo) √© um dos melhores professores que j√° vi no Youtube. Muitos cursos correm direto pro c√≥digo e deixam de fora a justificativa por tr√°s de algumas decis√Ķes tomadas na cria√ß√£o da tecnologia, outros se tornam inacess√≠veis por usar uma linguagem com muito jarg√£o t√©cnico ou tratar de conceitos assumindo que sejam "obvios" para qualquer pessoa. Ele n√£o, aborda com cuidado os detalhes e conceitos intimidadores, al√©m de usar uma linguagem f√°cil de entender.





O canal tamb√©m oferece cursos de PHP, Python, MySQL, Redes, etc. Cobre tecnologias essenciais pra quem estuda, trabalha ou quer trabalhar com Tecnologia da Informa√ß√£o. √Č uma m√£o na roda, se √© que algu√©m ainda usa express√£o. 



domingo, 24 de março de 2019

Web Rádios, o Tempo e o Espaço.

Já pensou o que as pessoas estão ouvindo agora em Shangai? e no Azerbaijão? e na Sibéria? e no Acre? pois é, dá para perder um tempo brincando com isso.


Essa curiosidade é o que levou a criação do Radio.Garden. O conceito é bem simples: conseguir ouvir rádios de qualquer lugar do mundo. Ao mesmo tempo bem complicado, se você levar em conta a quantidade rádio online que eles tem catalogados, cada uma associada ao lugar de onde a rádio é tocada.

Pegue a mesma pergunta, e mas mude o foco do espa√ßo para o tempo e voc√™ tem o Radiooooo. Com ele voc√™ escolhe um pa√≠s e uma d√©cada, e consegue ouvir m√ļsicas populares na regi√£o e per√≠odo escolhidos.



D√° pra gastar muito tempo viajando pelas diversas "tops das paradas" de d√©cadas e pa√≠ses diferentes. D√° inclusive pra fazer um "jukebox" que re√ļne d√©cadas de m√ļsicas. Fiz uma com cem anos de m√ļsica brasileira, dos anos 00 aos 00 (1900-2000).


Com frequência tenho a sensação de que a internet é uma janela pro inferno, principalmente a sessão de comentários do Youtube e a treta constante nas redes sociais. Esse tipo de projeto me faz lembrar que como qualquer outra ferramenta, o que realmente define o caráter de uma coisa é forma como nós usamos ela.

terça-feira, 5 de março de 2019

A História de Roma em 20 minutos.

 
[Nota: o vídeo não tem legenda em português]


Chega a ser assustador como a história da Roma antiga soa familiar. O que não surpreende no lado da organização política, que o mundo ocidental inteiro herdou (ou copiou) dos romanos com pequenos ajustes aqui e ali. Por outro lado até os problemas da população eram, em um certo nível, os mesmos de hoje.

Quest√Ķes como imigra√ß√£o, corrup√ß√£o, fac√ß√Ķes pol√≠ticas e a luta por poder, mobilidade e habita√ß√£o urbana, mobilidade social, reforma agr√°ria, pol√≠ticas de impostos, persegui√ß√£o religiosa, imperialismo, hegemonia cultural. Nem mesmo as extravagancias e gastan√ßas dos poderosos nos soam como algo estranho. S√£o as mesmas quest√Ķes com as quais nos deparamos hoje.

Não substitui a leitura de um clássico como A História do Declínio do Império Romano, mas são vinte minutos bem proveitosos entre vídeos de gatinhos e esquetes do Porta dos Fundos.





Do mesmo canal, há também uma história curta da Grécia Antiga.



Note: Wassup dawg, the video is in English, the only subtitles available are the ones automatically generated by google speech recognition platform, so they're not exactly 100% reliable, even less after you put them through machine translation. You probably can still get the gist of the video though. But, if you could read this, I suggest you watch it in English, because you'll be learning/remembering History while brushing up on your mad language skillz.
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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Quem foi Chico Mendes







Conhecia o nome Chico Mendes e tinha a vaga no√ß√£o de que havia sido um ativista que morreu por seu trabalho e engajamento nas quest√Ķes do meio ambiente, desenvolvimento sustent√°vel e condi√ß√Ķes de trabalho das pessoas que atuam no ramo do extrativismo.

Principalmente por ter ouvido o Xote Ecol√≥gico de Luiz Gonzaga em butecos, r√°dios AM e etc. Depois da declara√ß√£o do atual ministro do meio ambiente sobre n√£o saber quem era Chico Mendes, me senti obrigado a ir atr√°s. Mesmo n√£o sendo um ativista do meio ambiente e tendo pouco contato com a √°rea, qualquer situa√ß√£o que nos motiva a ser um pouquinho menos ignorante deve ser aproveitada ao m√°ximo.


Fim da Recomendação do documentário sobre o seringueiro, ativista do meio ambiente e político Chico Mendes. Do próximo parágrafo até o fim agora é só reclamação, amargura e incerteza. Beijos.



No mais, continuo paralisado pela enxurrada de informa√ß√£o, de lama e de absurdos surreais acontecendo esse ano. Enquanto escrevo meu microfone espreita atr√°s do monitor (me lembrando que n√£o tive coragem de come√ßar o tal podcast at√© hoje), encostado na porta o ukulele (que parei praticar faz uns seis meses), espalhados sobre a cama os livros de alem√£o (com centenas de atividades que n√£o tenho √Ęnimo pra fazer, com milhares de palavras que n√£o conhe√ßo).

E a lembran√ßa constante que para aprender a escrever que eu deveria fazer isso todo dia, talvez publicar ao menos uma vez por semana, e n√£o a cada tr√™s meses. Talvez o esquema seja a quantidade, ignorar totalmente qualquer padr√£o de qualidade sobre o que publicar, siente que qualquer coisa vai sair meio bosta mesmo. E torcer para, com o tempo e pr√°tica o texto e os assuntos se tornem mais coerentes. Que o texto n√£o pule de Chico Mendes para o Muro das Lamenta√ß√Ķes online de um par√°grafo para o outro.

Em momento algum tive a inten√ß√£o de transformar isso aqui em um di√°rio. Ainda quero postar coisas que me chamaram aten√ß√£o, document√°rios, filmes, etc. J√° rascunhei v√°rias vezes sobre quest√Ķes de tecnologia e desenvolvimento de software (assuntos com os quais trabalho hoje), ou abordar d√ļvidas sobre ingl√™s (porque trabalhei como professor de ingl√™s por muitos anos). Mas √© bem confuso escrever para o vazio, escrever para o nada.


Enfim, até daqui x meses. Valeu e até mais.


domingo, 6 de janeiro de 2019

R√ļssia, Fake News e a Guerra de Desinforma√ß√£o

"O que acontece com as democracias √© que elas n√£o funcionam a menos que todos concordemos com um conjunto b√°sico de fatos. N√£o √© poss√≠vel debater nada  — sa√ļde p√ļblica, imigra√ß√£o, porte de armas  — a menos que concordemos sobre o que √© ou n√£o verdade. A desinforma√ß√£o embola esse meio de campo, ela nos confunde, ent√£o acabamos debatendo o que √© ou n√£o verdade, ao inv√©s de tentar descobrir solu√ß√Ķes."



Sendo do New York Times, uma publica√ß√£o americana, n√£o √© de espantar que o t√≠tulo desse mini-document√°rio seja "Como a R√ļssia Aperfei√ßoou a Arte da Guerra", n√£o seria estranho nem se eles tivessem colocado um ponto exclama√ß√£o no final. Por sorte, n√£o fazendo parte da m√≠dia marrom que temos aqui no Brasil, eles admitem que os pr√≥prios americanos tamb√©m usam essas t√°ticas, e logo depois listam a grande quantidade de pa√≠ses que usam desinforma√ß√£o e fake news. A lista n√£o √© exaustiva, √© dif√≠cil encontrar uma ag√™ncia de intelig√™ncia que n√£o tenha interesse em guerra de desinforma√ß√£o.




Outro documentário relevante sobre a guerra de desinformação é o Unspeak, sobre o qual comentei um tempo atrás aqui.