segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aprenda X em Y minutos!

Acho que todos que trabalham com TI, e principalmente com programação, já passaram pela situação de ler um guias imensos de introdução a alguma linguagem de programação enquanto repetem na cabeça "eu só quero aprender como fazer um loop/concatenar uma string/fazer um if".

Pois √©, o Learn X in Y minutes √© uma cole√ß√£o de introdu√ß√Ķes que acaba com esse problema. S√£o todos r√°pidos, curtos e grossos. Assumem que voc√™ j√° sabe o que est√° procurando e que s√≥ precisa de uma explica√ß√£o r√°pida de como fazer o b√°sico na linguagem de programa√ß√£o X que precisa usar.

Outra coisa legal √© que essas introdu√ß√Ķes s√£o c√≥digos v√°lidos na linguagem que est√£o explicando. Por exemplo, essa introdu√ß√£o de Haskell, √© um c√≥digo v√°lido na linguagem, que pode ser baixado e executado.

Aprenda X em Y minutos, Haskell.


Então, se você já conhece duas ou mais linguagens de programação e precisa de uma introdução sem enrolação de C++, CoffeScript, Go, Hack, Javascript, Julia, PHP, Python ou um monte de outras linguagens, recomendo:


O projeto √© comunit√°rio (tipo uma Wiki), assim tradu√ß√Ķes e linguagens novas s√£o adicionadas o tempo inteiro. N√£o indico para quem est√° aprendendo a primeira linguagem de programa√ß√£o, mas como revis√£o ou intro para quem tem um pouquinho mais de experi√™ncia √© perfeito.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Brasil 500 Anos de História

Entre os anos 1999 e 2000, junto com as comemora√ß√Ķes dos quinhentos anos de "descobrimento" do Brasil, a R√°dio Senado publicou uma s√©rie de programas sobre a hist√≥ria do pa√≠s.

A s√©rie come√ßa com a forma√ß√£o de Portugal, fala um pouco das monarquias portuguesa e espanhola, das grandes expedi√ß√Ķes de navega√ß√£o, da chegada dos colonizadores nas Am√©ricas e vai tecendo uma narrativa de l√° de 1500 at√© o in√≠cio da velha rep√ļblica.

Quando baixei do site da Rádio Senado era necessário fazer o download individual dos 42 episódios. Pouco antes de publicar esse post voltei ao site e não consegui encontrar a página com o programa. O que é uma pena, pois é uma boa revisão de História do Brasil.

Alguém teve colocou a série no Youtube, em três partes.

Acho mais prático ter os arquivos no celular, disponíveis a qualquer momento.

Aqui est√£o os programas, divididos em quatro partes: https://mega.nz/#F!h9BCzb5L!pK-AfBnoBZFSiAYK-9ruZQ

Ainda falando de História do Brasil, um filme que retrata um Brasil com o qual não temos mais contato é Desmundo. Indicação do meu professor de Estudos Literários I da Licenciatura de Letras.

O filme est√° dispon√≠vel no Youtube. Curiosamente legendado, porque os di√°logos s√£o todos em portugu√™s arcaico. O filme tem muitas cenas e situa√ß√Ķes pesadas, ent√£o esteja avisado.



Claro que nada substitui ler um livro sobre o assunto. Ou mais de um, para comparar as vers√Ķes.

Os dois livros de História no topo da minha fila de leituras são:

Hist√≥ria do Brasil, de Boris Fausto. Recomendado por varias fontes como ponto de partida para o tema, e ganhador do 58¬ļ Pr√™mio Jabuti na categoria livro did√°tico.

Panorama Hist√≥rico de Linhares, de Maria Lucia Grossi Zunti. Que trata de preservar e resgatar um pouco da Hist√≥ria do munic√≠pio onde nasci.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Hackeie Esse Site!

"Hackeie esse Site"
Essa √© a premissa por tr√°s do hackthissite.org (HTS), que disponibiliza um ambiente onde o "aspirante a hacker" pode testar suas habilidades e ser guiado a aprender t√©cnicas e tecnologias usadas para burlar sistemas de controle de conte√ļdo, bancos de dados e explorar falhas presentes em quase todo tipo de servi√ßo ou produto de tecnologia.

J√° tinha uma curiosidade de descobrir como hackers e crackers fazem sua "m√°gica" mesmo antes de iniciar minha gradua√ß√£o na √°rea de TI. E o interesse s√≥ cresceu enquanto fui aprendendo sobre como computadores funcionam. Mas mesmo com in√ļmeros materiais dispon√≠veis na web (e mais de uma d√ļzia ebooks no leitor digital que carrego comigo quase todo dia), nenhum material havia capturado minha aten√ß√£o a ponto de que eu conseguisse ler at√© o fim.

Para se aprender a hackear, √© necess√°rio ter o que hackear. E existem distruibui√ß√Ķes que permitem montar um laborat√≥rio para ser hackeado. Mas...

Quem tem tempo para "montar um laboratório", né?
A√≠ entra o HTS, tudo que voc√™ precisa fazer √© criar uma conta no site e pronto, as miss√Ķes j√° est√£o dispon√≠veis. E separadas por n√≠vel de dificuldade. Existe tamb√©m o um forum onde as pessoas discutem as miss√Ķes e d√£o mais algumas dicas sobre como resolver os problemas (sem dar a resposta, √© claro, a gra√ßa do site √© desvendar os quebra cabe√ßas).

Os miss√Ķes est√£o divididas em 10 se√ß√Ķes, que v√£o de manipula√ß√Ķes b√°sicas de HTML √† aplica√ß√£o de t√©cnicas forenses de investiga√ß√£o digital (passando por miss√Ķes de engenharia reversa, programa√ß√£o e esteganografia).

O site tem desafios que s√£o apresentados de forma contextualizada, gerando situa√ß√Ķes que suponho serem semelhantes as que ethical hackers encontram. Por exemplo: uma empresa fabrica roupas com peles de animais e um ativista quer conseguir os emails de todos os compradores para fazer uma campanha contra o abuso de animais. Ou executivo de uma empresa respons√°vel por um desastre ambiental est√° subornando a m√≠dia para encobrir o acontecido, e um conhecido lhe pede para invadir a caixa de email dele e conseguir provas disso. Ok, algumas miss√Ķes s√£o um tanto caricatas, mas ajudam a contextualizar os desafios t√©cnicos e mostram como hackers n√£o precisam ser necessariamente os vil√Ķes da hist√≥ria.



Ainda estou na metade das miss√Ķes realistas (segunda sess√£o das dez dispon√≠veis), e j√° aprendi um pouco sobre Inje√ß√Ķes SQL, vulnerabilidades de Cookies, falhas de diret√≥rios transversais, Server Side Includes em PHP, falhas de permiss√£o de acesso com arquivos .htaccess, falhas de listagem de diret√≥rio no Apache, e como usar de comandos b√°sicos shell do linux para "exploitar" (explorar) falhas de implementa√ß√£o nos sites das miss√Ķes.

O √ļnico ponto fraco que encontrei at√© agora foi o fato de tudo estar em ingl√™s. O que pode ser mais uma "barreira de entrada" para quem almeja esse tipo de conhecimento. Mas nem chega a ser uma surpresa, algu√©m da √°rea de TI n√£o tem como fungir de ter pelo menos o conhecimento suficiente para ler em ingl√™s. Boa parte da documenta√ß√£o, tutoriais e guias s√£o publicados primeiro em ingl√™s, as vezes s√≥ em ingl√™s.

Nota:
Acredito ser importante montar seu próprio laboratório, saber como criar máquinas virtuais, redes virtuais, conhecer os OSs para o aprendizado de técnicas de Segurança da Informação, conhecer as ferramentas usadas pela comunidade. Cada uma dessas coisa é uma curva de aprendizado própria, ao invés de substituir essas coisas o que o Hack This Site faz é tornar mais fácil que alguém adquira os conhecimentos básicos da área sem ter que aprender essas coisa todas antes. O que é um incentivo válido.
Ah, "Profissional Segurança da Informação" é o nome bonito que deram para as pessoas que são pagas para hackear sites, programas, empresas e sistemas com o objetivo de identificar as vulnerabilidades e corrigi-las.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Podcasts!

Esse post vai ser sobre alguns dos podcasts que ouço.

E para repetir o que disse um sem n√ļmero de vezes √†s pessoas com quem trabalhei enquanto dava aula de ingl√™s: para aprender bem um idioma voc√™ tem que ter contato com ele. Lendo, ouvindo, falando, escrevendo. √Č preciso ter o pacote todo.

Esses podcasts n√£o s√£o para inciantes, inclusive s√£o feitos para nativos no idioma. Definitivamente n√£o s√£o recomendados para quem est√° abaixo do n√≠vel B2. (voc√™ pode testar seu n√≠vel com um teste grat√ļito EF)

99% Invisible: começou como um programa sobre design e arquitetura que o criador do programa (Roman Mars) fazia em casa, por puro hobby. Tratam de muitos outros temas além desses. Aliás essa é uma característica de todos os podcasts aqui, apesar de possuírem um "tema" principal ligando os assuntos, tratam de qualquer coisa que possa ser transformada em uma história interessante.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Teste de Gratuito de Proficiência em Inglês (quick post!)

A EF disponibilizou testes de inglês online e gratuitos.



Com um teste rápido (15 minutos) é possível estimar o nível do inglês. Há também um teste mais longo (25 minutos) que, até onde entendi, a EF quer oferecer como uma alternativa a testes pagos como TOEFL, TOEIC e etc.

D√° para publicar o resultado do teste no seu pefil do Linkedin, direto da p√°gina de resultado do teste.


√Č uma forma f√°cil de mensurar seu n√≠vel de dom√≠nio do idioma, incrementar o curr√≠culo e — para quem precisa de um certificado pago — saber se vale a pena pagar para fazer os outros exames ou se ainda precisa estudar um pouco.

Dica do Bruno do LIEd!




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

De Viagens, Grana e Malucxs de Estrada.

Muitas pessoas reclamam que gostariam de viajar, mas que n√£o tem dinheiro. N√£o sou expert no assunto, mas tamb√©m fui afligido por essa febre coletiva de querer 'viajar o mundo' — que sabemos ser mais uma estrat√©gia comercial para nos empurrar pacotes de viagem, livros e etc.

Apesar do oportunismo, viajar √© preciso. Porque nos enriquece como pessoas, muda a forma como vemos o mundo e vemos a n√≥s mesmos. Por√©m viajar tamb√©m tem o potencial para deixar um rombo imenso em sua vida financeira, principalmente se voc√™ pega a estrada para  seguir seus sonhos, sem nenhuma expectativa realista na cabe√ßa. N√£o vai ser s√≥ postar fotinha bonita no facebook e ter experi√™ncias maravilhosas o resto do tempo.

Mas é possível, sim, cortar custos e viajar por mais tempo ou pagando menos. E esses serviços podem ajudar:

Funciona como uma rede social, permitindo que pessoas possam encontrar um lugar para ficar, mostrar que tem uma lugar livre se alguém quiser ficar na casa delas, encontrar algum local para dar uma volta pela cidade e tomar um café, e encontrar amigos de viagem. O lema do CouchSurfing é "não existem estranhos, somente amigos que você ainda não conheceu". E essa é ideia por trás do projeto: colocar pessoas em contato.
Uma das primeiras preocupa√ß√Ķes com esse tipo de contato com estranhos que surge √© a seguran√ßa. Para resolver esse problema o site usa um sistema de reputa√ß√£o parecido com o usado em sites como o Mercado Livre.

Assim você tem a experiência de várias pessoas para decidir se quer ficar na casa de alguém, hospedar ou encontrar a pessoa. E saber que não vai hospedar ou ficar na casa de um completo maluco (embora isso possa render uma bela história).
Antes de fazer uma viagem mais longa e complicada é interessante conhecer e ser conhecido pelos CouchSurfers que moram perto de você. Cidades maiores costumam ter eventos quase todo dia.


Sigla para 'World Wide Opportunities in Organic Farming', algo como Oportunidades de Trabalho em Fazendas de Org√Ęnicas pelo Mundo Afora numa tradu√ß√£o livre. Imagine que voc√™ queira passar tr√™s meses em outro pa√≠s, mas voc√™ simplesmente n√£o nasceu rico e n√£o tem como pagar PIB de um pa√≠s pequeno pela viagem (que √© o que agencias de interc√Ęmbio normalmente cobram).
Al√©m dos custos para chegar l√° voc√™ ainda tem que para por um lugar para ficar e por comida. Com o WWOOF voc√™ resolve o problema de alimenta√ß√£o e estadia. E se voc√™ tem inclina√ß√Ķes a aprender um pouco sobre agricultura ou j√° tem afinidade com essa √°rea, fica bem mais f√°cil. Nesses programas voc√™ troca horas de trabalho pela por um local para dormir e alimenta√ß√£o. Al√©m de aprender mais sobre o cultivo org√Ęnico de alimentos e saber como produtores rurais vivem em outro pa√≠s.


O WorkAway tem uma filosofia parecida com a do WWOOF, mas n√£o se limitam ao cultivo org√Ęnico. Eles disponibilizam v√°rias formas de voluntariado, de jardinagem na Austr√°lia √† ajudar tomar conta de um saf√°ri em Z√Ęmbia.
Ambos os serviços possuem taxa de inscrição, mas o valor é irrisório quando comparado ao que agências de viagem tradicionais cobram. (entre 20 e 40 dólares para poder usar o serviço por um ano)


Acredito n√£o ser exagero dizer que o mochileiros.com √© o recurso mais completo em l√≠ngua portuguesa para viajantes, mochileiros e quem quer se tornar um. O f√≥rum tem t√≥picos sobre qualquer destino, como chegar, onde ficar, o que fazer e mais informa√ß√Ķes ainda. Independente do seu or√ßamento e estilo de viagem, h√° uma grande chance de que algu√©m j√° fez essa viagem em condi√ß√Ķes muito parecida e postou alguma dica √ļtil no f√≥rum.

Para quem prefere alugar e pagar um lugar para ficar, é possível encontrar preços melhores no Airbnb do que em hotéis convencionais. Por experiência pessoal, o serviço é muito interessante, e assim como CouchSurfing cria oportunidades para conhecer muitas interessantes!



E para os realmente fortes de cora√ß√£o, √© poss√≠vel viajar sem grana. E ir se virando no meio do caminho. Mas n√£o √© para qualquer um. Em geral voc√™ pode esperar um conforto proporcional a quanto dinheiro tem para investir na sua viagem. E como o autor de O Pequeno Pr√≠ncipe disse: "A perfei√ß√£o n√£o √© alcan√ßada quando n√£o h√° mais nada a ser inclu√≠do. A perfei√ß√£o √© alcan√ßada quando n√£o h√° mais nada a ser retirado."

E essa, entre outras, é a arte do pessoal que viaja Brasil afora vendendo artesanato. Se acostumam a viver com pouco conforto material em busca de outras experiências, e uma delas é a de se mover entre fronteiras como se não significassem nada. E se pararmos para pensar não significam mesmo. Mas voltando ao assunto, não eles não fazem isso só 'para viajar', é filosofia de vida. O documentário abaixo captura parte dos costumes e hábito do pessoal que vive na estrada:



E só para fechar, quando vejo isso:

Se mimimimi de gra√ßa, mimimimimimimimi. 


Penso que querem dizer "viajar com todo conforto que se tem em casa, e sem ter que trabalhar por ele como normalmente se faz a maior parte do ano", o que √© tolice. A menos que voc√™ seja um pol√≠tico, mega-empres√°rio, sheik √°rabe, e nesse caso n√£o teria porque estar lendo isso aqui.


PS.: Espero n√£o demorar mais seis meses para escrever o pr√≥ximo post. Indepente do assunto. Essa bagun√ßa aqui n√£o tem tema mesmo. Que se fuck.